domingo, 19 de outubro de 2008

Gestão Escolar

REFLEXÃO DA SEMANA

GESTÃO ESCOLAR

A escola deve ser um lugar atraente, um espaço de aprendizagem. Para tornar mais comprometida e benéfica a experiência escolar é importante valorizar a educação no seu contexto social, não apenas como meio de preparação para o futuro, mas como experiência atual de vida, aumentando a satisfação e o gosto pelas atividades escolares, tornando-a uma vivência positiva e enriquecedora.
Nesse contexto, a gestão escolar é de fundamental importância no sentido de renovação do sistema e melhoria da qualidade de ensino. Assim, o gestor público, como profissional da escola, deve ser capaz de identificar e implementar espaços de aprendizagem compatíveis com uma educação participativa, que assegure a construção de uma escola solidária, democrática e competente.

domingo, 28 de setembro de 2008

Weber e os tipos de dominação

As aprendizagens desta semana foram a cerca da teoria de Weber e os tipos de dominação, estudo proposto pela interdisciplina de Escola, Cultura e Sociedade. Para tanto aí vão as conclusões.
Uma área à qual Weber muito se dedicou foi a política e o poder decorrente. Ele interessou-se, por exemplo, por compreender os fundamentos da dominação legítima - aquela que é obtida sem o uso da força ou, isto é, por meio da aceitação. Intrigava-o pensar que, nas diversas formações sociais, existiram sempre os indivíduos que “mandavam” e os que “obedeciam”.
Assim ele identificou três pontos básicos de dominação legítima: a dominação “legal”, a dominação “tradicional” e a dominação “carismática”.
A dominação legal é aquela em que a obediência se baseia na observação de estatutos, leis, normas e acordos estabelecidos em sociedade. É sobre esse tipo de dominação que se assenta o moderno Estado capitalista democrático. Na escola um exemplo deste tipo de dominação, acredito, seja a Eleição de Diretores. A dominação tradicional é aquela em que a obediência ocorre em virtude da crença na "santidade" das tradições, dos hábitos e dos costumes, que devem ser respeitados. É esse o tipo de dominação exercido, normalmente, pelos pais em relação aos filhos. Quanto ao quadro administrativo, neste tipo de dominação, um exemplo que trago da minha escola é a composição da equipe diretiva, escolhida pelos gestores por afinidades, exemplificando uma dominação tradicional, onde o quadro administrativo é formado por pessoas ligadas por um vínculo de fidelidade.A dominação carismática é aquela que se baseia no "carisma" do líder. Esse carisma pode ser definido como uma qualidade, um atributo pessoal da pessoa que exerce liderança, como a coragem, o heroísmo, a forma de se expressar verbalmente etc. A história do Brasil está repleta de líderes políticos carismáticos: Getúlio Vargas, Fernando Collor de Melo, entre outros, que "conquistaram" a população por algumas de suas características pessoais. Nas escolas como exemplificou uma das colegas, um exemplo de dominação carismática são aqueles professores que se destacam entre os outros por suas características de liderança. O mesmo ocorre entre os alunos na escolha do representante da turma, onde os aspectos mais analisados na hora da escolha pelos alunos é a maneira como o colega se destaca, seja na maneira de se expressar com os outros, seja demonstrando coragem e liderança, perante os professores.
Referências
Fórum DI. Net. Disponível em: http://www.forumdi.net/v2/viewtopic.php?f=22&t=41 Acesso em 27 set. 2008.

domingo, 21 de setembro de 2008

Teoria de Maturana

As aprendizagens desta semana são quanto a leitura realizada na interdisciplina Psicologia da vida adulta, e sobre a teoria de Maturana.
Para Maturana o desenvolvimento está fundamentado nas relações, onde o mundo é construído ao longo da nossa interação, entre os sujeitos e com o meio. Fala que a linguagem está fundamentada nas emoções, e que esta é a base para a convivência humana, afirma que [...] o conhecimento não se limita ao processamento de informações oriundas de um mundo anterior à experiência do observador. [...]
Outro aspecto muito interessante na teoria de Maturana é quanto ao encontro com o emocionar do outro, presente nas conversações. Este aspecto, dentro do nosso contexto, enquanto educadores é muito importante, já que sabemos que o “emocionar o outro”, dentro da nossa rede de relações com as crianças é fundamental. Muitas vezes a utilização de um linguajar amoroso e cheio de afeto significa, muitas vezes, o aprender ou o bloqueio da aprendizagem. Assim, muitas vezes o educador alheio a este poder de emocionar o outro, com colocações duras ou até mesmo não demonstrando confiar e acreditar no potencial de um aluno acaba por afetar o seu desenvolvimento cognitivo, bloqueando a superação de dificuldades na aprendizagem.

domingo, 14 de setembro de 2008

Estudo da Constituição e LDB

A reflexão desta semana é a cerca da importância do estudo da Constituição de 1988 e da LDB, tendo como principio que como educadores precisamos compreender como os espaços educativos no Brasil foram construídos e estão se construindo.
Para tanto, se faz necessário compreender o processo de produção e aprovação dos documentos acima citados, bem como fazer uma reflexão sobre as finalidades e as principais mudanças/ inovações que ambas trazem para o atual sistema educacional brasileiro.
É importante destacar que percebi que, ao contrário do que pensava anteriormente, fazer um estudo sobre a legislação não é desnecessário, pois é somente a partir do momento que conhecemos com clareza nossos direitos e deveres que poderemos ajudar a construir o espaço educativo que nos cabe.

domingo, 7 de setembro de 2008

Reflexões sobre educação e sociedade

Segundo a leitura proposta na interdisciplina escola, cultura e sociedade, a educação escolar desempenha um papel de “socialização”, contribuindo para a interiorização pelo indivíduo dos valores da sociedade. Durkheim afirma que os fatos sociais são aqueles que exercem determinada força sobre os indivíduos, obrigando-os a adaptar-se às regras da sociedade em que vivem assim, a vontade e escolhas individuais ficam em segundo plano.
Quando o indivíduo nasce, a sociedade já está organizada, com suas leis, seus padrões, seu sistema financeiro etc. Ao indivíduo cabe aprender, por intermédio da educação, a agir segundo o que a sociedade quer dele.
Para tanto o indivíduo deve passar pela escola e, ao final do curso, mediante diploma, atestar a sua adequada preparação para o exercício das funções que serão exigidas na sociedade.
Um outro aspecto interessante abordado por ele é que, a educação impõe a cultura de que o grupo dispõe, reproduzindo muitas vezes uma educação excludente. É na escola, por exemplo, que as crianças aprendem a pontualidade, o respeito, a responsabilidade em relação ao cumprimento de tarefas, a questão de recompensa, sendo ela também responsável pela preparação de alguns alunos para exercerem responsabilidades no sistema de produção, e outros para obedecer e executar tarefas. Assim, para diferentes classes e grupos sociais, diferentes conhecimentos, no que se refere à quantidade e qualidade, habilidades diferentes para o comando e obediência, tornando legítima a cultura dominante e preparando de modo diferenciado para o trabalho de acordo com a classe social.
No entanto devemos ter em mente que a educação escolar deve assumir a valorização da cultura de seu próprio grupo e, ao mesmo tempo, propiciar à todas as crianças, independente do seu grupo social, o acesso ao saber, construindo assim uma sociedade democrática e não excludente.

domingo, 31 de agosto de 2008

Reflexões sobre o livro Pedagogia da Autonomia

A escola, dentro de um projeto de autonomia, voltada às classes populares, deve cumprir um papel como espaço privilegiado de aprendizagem da democracia, da prática da cidadania e da construção de uma cultura democrática.
A democracia na escola está ligada à qualidade de ensino, portanto ela não pode estar separada da ação pedagógica, da construção e reconstrução do saber. A escola não deve somente garantir o acesso a esse saber, mas refletir a respeito do processo pedagógico.
É necessário, planejar a educação de maneira que ela seja espaço de discussão e ação, onde o conflito e desigualdades sociais sejam debatidos.

domingo, 24 de agosto de 2008

Políticas educacionais em tempos de redefinição do papel do Estado

O cenário atual mundial tem sido marcado por mudanças profundas no que diz respeito às políticas sociais. Essas mudanças nascem do processo de reestruturação capitalista, internacionalização e globalização da economia. No caso brasileiro, a atual política social é parte da reestruturação do Estado, onde as estratégias utilizadas para superação da crise são o Neoliberalismo, a Globalização, a Reestruturação Produtiva e a Terceira Via. Nesse contexto a política educacional também faz parte da redefinição do papel do Estado, que com o aparecimento do neoliberalismo, como modelo a ser seguido, passa de executor a apenas avaliador e indutor da qualidade através da avaliação.
Neste sentido, a escola, com o seu novo papel fundamentado na família e num meio social mais amplo, é objeto de muitas discussões e propostas que visam à sua reestruturação numa sociedade marcada por contradições. A escola, portanto, não pode mais permanecer a reboque do controle social e econômico do sistema capitalista. Assim, os desafios que se apresentam para a gestão da educação pública no atual contexto não são poucos.