segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Temática para o TCC

Durante o meu estágio diversas foram as situações as quais certamente poderiam ser temas de investigação para o meu TCC. No entanto, o assunto que mais me instigou e motiva para tal objetivo é o uso das Tics enquanto apoio pedagógico à aprendizagem.
É fato que, além dos aspectos positivos à aprendizagem, muitos estudos agregam valores educativos às modernas tecnologias da informação. Uma área que vem sendo foco de atenção, dentro da informática educativa, diz respeito às contribuições que a mesma pode oferecer para os problemas escolares de aprendizagem. E é neste âmbito que pretendo desenvolver o meu TCC, visto que, ao longo do curso e estágio, uma das propostas que venho colocando em prática na escola é oportunizar um ambiente de aprendizagem enriquecido pelo computador.
Neste sentido, o ponto de partida para elaboração do meu TCC será o uso das Tics e suas possibilidades no auxílio à aprendizagem, focando no processo de alfabetização, visto que esta é a faixa etária na qual realizei meu estágio, assim como investigar de que forma a aprendizagem colaborativa auxiliou no avanço dos alunos.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Chegando ao fim do estágio

Estou chegando na última semana de estágio. Durante este período muitas foram as reflexões e acredito que também várias foram as mudanças e aprendizagens. Na vida é preciso saber o que desejamos para nós mesmos e para os outros, é preciso saber quais são os valores, as idéias que nos orientam, é preciso ouvir e aprender com os nossos próprios erros, é preciso aprender a aprender e a criar, é preciso pensar.
Talvez devêssemos, então, refletir sobre como vemos o mundo, e também sobre como pensamos, já que é o nosso próprio viver que, neste estágio, está envolvido.
Para tanto, de acordo com Piaget, o pensamento se constrói através da ação. Desta forma, o desenvolvimento infantil se dá a partir das relações que as crianças estabelecem com o mundo. Ele considera que um dos objetivos principais deve ser o ensinar a criança a observar os fatos cuidadosamente, perguntar, interpretar e registrar.
E foram estas concepções que nortearam a minha prática de ensino. Tendo em vista sempre que as vivências e as perguntas estimulam as crianças a elaborarem as suas próprias questões. Pois não se trata aqui de perguntar apenas por perguntar, mas sim de reconstruir e organizar idéias, exercitar a criatividade e a capacidade de argumentação lógica, utilizar o bom senso e chegar a algumas conclusões, mesmo que provisórias.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Diálogo em sala de aula

Gostaria de destacar aqui a importância do diálogo na prática docente. Muitas vezes observo que professores, ainda hoje, associam aprendizagem a alunos quietos, comportados. E que uma aula realmente produtiva é quando todos baixam a cabeça e trabalham, sem barulho ou questionamento. Paulo Freire tem uma fala que expressa muito bem o quanto a fala é importante na construção do conhecimento. Segundo ele, não é no silêncio que os seres humanos se fazem, mas na palavra, no trabalho, na ação e reflexão.
Penso que esta afirmação expressa de forma clara a proposta que venho desenvolvendo em minhas aulas, visto que através do incentivo ao diálogo, do confronto de idéias, da investigação e curiosidade torna-se possível refletir, procurando dar significado ao que pensamos e com isto construir novos conhecimentos e experiências.
Vygotsky, neste sentido afirma que a relação dos indivíduos com o mundo não é direta, mas mediada por sistemas simbólicos, onde a linguagem ocupa papel central, pois além de possibilitar o intrecâmbio entre os indivíduos, através dela o sujeito consegue abstrair e generalizar o pensamento.
Vale acrescentar, que ao estruturar o pensamento, o desenvolvimento lógico matemático se constitui e com isto os alunos apresentam mais facilidade em interpretar, solucionar e resolver problemas matemáticos, fato este que fica evidenciado quando propomos tais atividades e a grande maioria consegue realizá-la, como a turma em que faço estágio.
Então, concluímos que o desenvolvimento da criança é um processo dinâmico, que se dá através da interação. Desenvolvendo a afetividade, sensibilidade, auto-estima, raciocínio, pensamento e linguagem.

A importância do brincar

Refletindo sobre a prática docente, um dos aspectos que acredito ser importante destacar é a importância do brincar. Tenho observado, e não são poucas vezes, muitos colegas usarem como punição ao mau comportamento a retirada do recreio, momento que os alunos possuem para poder extravasar, conversar, pular corda, correr, enfim, brincar. Outra coisa que me chama atenção é a ruptura que ocorre quando os pequenos saem do 1º ano e passam para o 2º. Antes estavam acostumados com uma rotina, rodinha, hora do brinquedo, higiene, atividades. Quando avançam para o ano seguinte me parece que passam a ser adultos. Os momentos da rodinha e do brinquedo acabam, a preocupação dos professores, em sua maioria, é alfabetizar. No 3º ano então nem se fala, muitos colegas nem cogitam a idéia do brinquedo. Isto porque o brincar é encarado por muitos professores como sendo uma tarefa improdutiva, e que os alunos estão na escola para aprender e não para brincar.
Entretanto, não sabem estes professores, o quanto é importante o brincar no dia a dia das crianças, pois ajuda a desenvolver algumas capacidades como coordenação motora, atenção, raciocínio lógico. Também estimula a socialização, a imaginação e a criatividade. É através de suas brincadeiras que as crianças expressam, elaboram papéis, desenvolvem seus sentimentos, assimilam e exploram o mundo. De acordo com Vygotsky, 2003, p.108:
“A brincadeira expressa a forma como a criança reflete, ordena, desorganiza, destrói e reconstrói o mundo a sua maneira. É também um espaço onde a criança pode expressar, de modo simbólico, suas fantasias, seus desejos, medos, sentimentos agressivos e os conhecimentos que vai construindo, a partir das experiências vividas.”

Assim, em minhas aulas, a fim de resgatar a ludicidade e também o relacionamento e respeito entre os alunos, estou propondo a hora do brinquedo, momento este em que também poderei observar como cada um deles aprende, se relaciona, se expressa e levanta hipóteses, porém respeitando sempre o rumo da brincadeira, aceitando o seu caráter aleatório e improdutivo, característico do brincar.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Aproxima-se o final de um trimestre e é simplesmente impossível deixar de mencionar a tão problemática avaliação. Alunos nervosos, professores agitados. Falas do tipo “Hoje tem prova de matemática, não sei nada, acho que vou rodar”, são comuns nos corredores da escola. A educação mudou, os métodos mudaram. Nos é proporcionado inúmeros cursos de formação, e ainda a avaliação é motivo de polêmica no ensino. Parece que se não houver a tão temida “prova”, não é possível avaliar o meu aluno. No entanto, foi através das aprendizagens no PEAD que pude aos poucos modificar também esta concepção de avaliação.
Neste sentido, a interdisciplina de Didática, Planejamento e Avaliação veio a contribuir significativamente nestas mudanças. Assim, compreendi que a avaliação, numa visão progressista, implica num redimensionamento participativo de todos os envolvidos com a educação. Implica numa proposição investigativa diária, real, acerca de como os alunos concebem o conhecimento.

“... A avaliação não poderá ser algo que formalmente se faz apenas para cumprir a lei, ou, num dado momento por razões de ordem exclusivamente administrativa, para atender o calendário do estabelecimento e atribuir nota ou conceito aos alunos, a ser transcrito em seus assentamentos escolares. É, antes, uma existência intrínseca do próprio processo de ensino – aprendizagem, de vez que tanto o avaliador como o sujeito precisam conhecer os resultados alcançados, inclusive para que ambos possam, quando necessário, reorientar suas atividades. Complementando essa linha de idéia, cabe ainda dizer: a avaliação em que pese sua importância, não constitui fim em si mesma, ou algo que comanda o processo de ensino – aprendizagem, antes, pelo contrário, a ele deve submeter-se.” (Parecer 231/82 do CEE)

Hoje em minha prática pedagógica, o uso da avaliação, de caráter obrigatório e como única forma de testar o conhecimento de meus alunos não existe mais. Busco outras formas de avaliar, considerando o indivíduo como parâmetro dele mesmo, o que não significa ausência de critérios e viver de improvisação, ao contrário, é a partir da observação diária do meu aluno, do olhar atento ao caderno e as atividades propostas, que consigo avaliá-lo.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Reflexões sobre minha prática docente

Refletindo sobre a minha prática educativa, em como iniciei e em que tipo de educadora me transformei, acredito que houve significativas mudanças.

Inicialmente, quando comecei a dar aulas, não seguia nenhum método de ensino, tinha apenas a noção de que para educar precisava transformar os alunos em agentes críticos, autônomos e capazes de modificar a realidade social. No entanto, como deveria fazê-lo não tinha a menor idéia. Assim, simplesmente entrava na sala, dava os ditos conteúdos e cobrava posteriormente, através de avaliações, a aprendizagem.
Posso dizer que hoje tenho outro pensamento a respeito do meu papel enquanto educadora, e as aprendizagens no PEAD contribuíram significativamente para esta mudança.

Neste contexto, Paulo Freire em seus livros, nos motiva a abraçarmos a educação de forma objetiva, conscientes e certos de que é possível contribuir para a construção de um mundo mais ético, mais humano e mais solidário, e é nisto que hoje está pautada minha prática.

Diante disso, nas minhas aulas sempre procuro trazer reflexões a cerca da realidade em que vivemos, tendo em vista que é essencial o indivíduo conhecer a realidade em que vive para analisar criticamente a sua posição enquanto indivíduo membro de um grupo social. A partir desta concepção, aprender, não apenas para se adaptar, mas sobretudo para transformar a realidade, para nela intervir, recriando-a, e é papel do educador, não apenas o ensino dos conteúdos, mas ajudar na formação moral do educando, preparando ele, para não ser apenas um objeto da sociedade, mas um agente transformador da mesma.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Alfabetização e Letramento

Durante as semanas que passaram algumas situações fizeram-me repensar o meu planejamento. A professora titular já havia mencionado sua preocupação quanto as dificuldades dos alunos na leitura e escrita. No entanto, inicialmente, achei que poderia ser um pouco de ansiedade dela e que os alunos aos poucos, no decorrer das minhas aulas apresentariam progressos. Progressos estão havendo, porém ao pensar no projeto, que tem como foco principal a troca de correspondências, não imaginei o quanto seria difícil avançarmos por todas as etapas que a atividade necessita. De cara já me deparei com as dificuldades no preenchimento do envelope, nome completo, endereço, depois a escrita da carta propriamente dita. Precisei realizar primeiro uma simulação, escrevendo uma carta para a professora deles, onde eles íam me dizendo o que escrever e eu fazia a organização no quadro. Enfim, tais dificuldades me remeteram aos estudos realizados na interdisciplina de Linguagem e Educação, no que diz respeito a alfabetização e letramento, e a importância de utilizarmos estratégias de ensino que sejam significantes aos alunos. Até penso que a troca de correspondências contemple tais aspectos, porém alguma coisa está faltando para atender a demanda desta turma e sua dificuldade na leitura e escrita.De acordo com o texto Coesão e coerência, lido nesta interdisciplina, Vidal nos coloca que:
“Investir na exploração de diferentes portadores textuais (receitas, poemas, letras musicais, fábulas, lendas, histórias em quadrinhos, etc.) no trabalho em sala de aula é uma estratégia adequada a ser utilizada pelos professores e professoras que, desta forma, estarão contribuindo para a qualificação da produção textual de escritores iniciantes.”
Assim, pensando na qualificação das produções textuais dos alunos e também ampliando o contato e vivência dos alunos enquanto leitores, em meus planejamentos irei investir mais em diferentes portadores de texto.