Durante as semanas que passaram algumas situações fizeram-me repensar o meu planejamento. A professora titular já havia mencionado sua preocupação quanto as dificuldades dos alunos na leitura e escrita. No entanto, inicialmente, achei que poderia ser um pouco de ansiedade dela e que os alunos aos poucos, no decorrer das minhas aulas apresentariam progressos. Progressos estão havendo, porém ao pensar no projeto, que tem como foco principal a troca de correspondências, não imaginei o quanto seria difícil avançarmos por todas as etapas que a atividade necessita. De cara já me deparei com as dificuldades no preenchimento do envelope, nome completo, endereço, depois a escrita da carta propriamente dita. Precisei realizar primeiro uma simulação, escrevendo uma carta para a professora deles, onde eles íam me dizendo o que escrever e eu fazia a organização no quadro. Enfim, tais dificuldades me remeteram aos estudos realizados na interdisciplina de Linguagem e Educação, no que diz respeito a alfabetização e letramento, e a importância de utilizarmos estratégias de ensino que sejam significantes aos alunos. Até penso que a troca de correspondências contemple tais aspectos, porém alguma coisa está faltando para atender a demanda desta turma e sua dificuldade na leitura e escrita.De acordo com o texto Coesão e coerência, lido nesta interdisciplina, Vidal nos coloca que:
“Investir na exploração de diferentes portadores textuais (receitas, poemas, letras musicais, fábulas, lendas, histórias em quadrinhos, etc.) no trabalho em sala de aula é uma estratégia adequada a ser utilizada pelos professores e professoras que, desta forma, estarão contribuindo para a qualificação da produção textual de escritores iniciantes.”
Assim, pensando na qualificação das produções textuais dos alunos e também ampliando o contato e vivência dos alunos enquanto leitores, em meus planejamentos irei investir mais em diferentes portadores de texto.
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segunda-feira, 10 de maio de 2010
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Sobre o estágio
Ao pensar sobre minhas expectativas e planos quanto ao estágio algumas palavras me vem a mente: inovação, reflexão e principalmente observação. A observação em nossa prática docente é um instrumento que se faz necessário, pois é de grande importância para repensar as nossas ações educativas, no sentido de buscar uma interrelação de ensino/aprendizagem.
Neste sentido o “observar” exige um olhar investigativo, para que assim seja possível coletar dados significativos da realidade educativa, de modo que possam contribuir para a prática diária. Nesta observação, se faz necessário ser objetiva, clara e fiel, de acordo com o que realmente está sendo observado, sem omissão ou distorção. Destaco a contribuição de Bleger, 1988, ao afirmar que:
[...] A observação científica é objetivada, no sentido de que o observador registra o que ocorre, os fenômenos que são externos e independentes dele. Com abstração ou exclusão total de suas impressões, sensações, sentimentos e de todo subjetivo. (p.23)
Temos que ter conosco, uma abertura de aprendiz, coletar dados da realidade envoltos de muita reflexão, pois observar envolve crítica, pontos de interrogação e o cuidado de não interferir e intervir, apenas assistir de fora o que se deseja investigar. Como afirma Madalena Freire, 1992,: “A observação não é invadir espaço do outro, sem pauta, sem planejamento, nem devolução, e muito menos sem encontro marcado”. (p. 14).
Penso, que seja também um momento para que possamos refletir sobre nossa prática, planejamento, metodologia e avaliação, ou seja, é a oportunidade que temos de analisarmos o nosso próprio processo de aquisição e construção de conhecimento, repensando e redirecionando nossos conceitos de maneira que possamos atuar contribuindo significativamente no desenvolvimento da aprendizagem de nossos educandos.
Este ponto de vista é salientado na afirmação realizada por Freire, 1992, ao dizer que: “O ato de observar envolve todos os instrumentos: Reflexão, Avaliação e o Planejamento, pois todos se intercruzam no processo dialético de pensar a realidade”. (p. 12).
Logo, observar é refletir sobre como pode ser desenvolvido, em uma perspectiva crítica, o processo de construção do conhecimento em nossa prática pedagógica e por que não dizer em nossas instituições escolares.
Neste sentido o “observar” exige um olhar investigativo, para que assim seja possível coletar dados significativos da realidade educativa, de modo que possam contribuir para a prática diária. Nesta observação, se faz necessário ser objetiva, clara e fiel, de acordo com o que realmente está sendo observado, sem omissão ou distorção. Destaco a contribuição de Bleger, 1988, ao afirmar que:
[...] A observação científica é objetivada, no sentido de que o observador registra o que ocorre, os fenômenos que são externos e independentes dele. Com abstração ou exclusão total de suas impressões, sensações, sentimentos e de todo subjetivo. (p.23)
Temos que ter conosco, uma abertura de aprendiz, coletar dados da realidade envoltos de muita reflexão, pois observar envolve crítica, pontos de interrogação e o cuidado de não interferir e intervir, apenas assistir de fora o que se deseja investigar. Como afirma Madalena Freire, 1992,: “A observação não é invadir espaço do outro, sem pauta, sem planejamento, nem devolução, e muito menos sem encontro marcado”. (p. 14).
Penso, que seja também um momento para que possamos refletir sobre nossa prática, planejamento, metodologia e avaliação, ou seja, é a oportunidade que temos de analisarmos o nosso próprio processo de aquisição e construção de conhecimento, repensando e redirecionando nossos conceitos de maneira que possamos atuar contribuindo significativamente no desenvolvimento da aprendizagem de nossos educandos.
Este ponto de vista é salientado na afirmação realizada por Freire, 1992, ao dizer que: “O ato de observar envolve todos os instrumentos: Reflexão, Avaliação e o Planejamento, pois todos se intercruzam no processo dialético de pensar a realidade”. (p. 12).
Logo, observar é refletir sobre como pode ser desenvolvido, em uma perspectiva crítica, o processo de construção do conhecimento em nossa prática pedagógica e por que não dizer em nossas instituições escolares.
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Atividades desenvolvidas na biblioteca
O objetivo neste ano de 2010 é despertar a criança para a leitura, desenvolvendo nela o prazer de ler, podendo servir também como suporte para a comunidade em suas necessidades de informação. Para tanto, além de livros de literatura infantil, infanto-juvenil, obras de referência e de apoio e pesquisas escolares, a biblioteca também terá materiais recreativos, jogos e outros multimeios que estimulem o interesse da criança/adolescente pela leitura. Queremos que, com esse novo trabalho metodológico, que o corpo docente da escola trabalhe em equipe (biblioteca/professores), e que a biblioteca possa identificar-se em todas as oportunidades de entrosamento com o trabalho de sala de aula. E, também, como é de sua incumbência, planejar atividades na biblioteca que apóiem as ações da sala de aula, como o uso do espaço pelas diversas turmas, orientação especial aos alunos que dela necessitem colocando a disposição tanto os materiais bibliográficos como recursos de outra natureza de que a biblioteca disponha. Na realidade, queremos oferecer suporte a todo processo educacional e não apenas a uma turma de alunos, mas à totalidade do corpo docente e discente, motivando todos a uma mudança qualitativa no ensino, que se faz tão urgente. Assim, que a o longo deste ano, consigamos mostrar a todos os segmentos da escola a importância da biblioteca e o uso da mesma no seu currículo escolar, tornando-a um espaço onde é possível mexer nas estantes, escolher um livro que mais agrada, saciar a curiosidade por assuntos diversos, ler para aprender e também ler “só porque é bom ler”.
Atividades desenvolvidas pela biblioteca com o apoio do professor em sala de aula:
Projeto Livro Lido: desenvolvido pela Secretaria de Educação, onde o autor vai a escola conversar com os alunos sobre suas obras, o que precede ao trabalho desenvolvido anteriormente com as turmas a respeito de alguma obra em específico do autor.
Hora do Conto
Grupo de contadores: incentivo de alunos e, ou professores que façam contações.
Sarau na biblioteca: momento de promover encontros de grupos de alunos e professores que queiram declamar poesias, cantar, tocar, ler, entre outras coisas na biblioteca.
Troca de correspondências entre escolas.
Edição de um livro: publicação de um livro com poesias, textos dos alunos.
Reportagens: mural com as principais notícias da semana no município/estado.
Blog da escola: organizado pelos alunos com principais notícias, eventos, projetos da escola.
Atividades desenvolvidas pela biblioteca com o apoio do professor em sala de aula:
Projeto Livro Lido: desenvolvido pela Secretaria de Educação, onde o autor vai a escola conversar com os alunos sobre suas obras, o que precede ao trabalho desenvolvido anteriormente com as turmas a respeito de alguma obra em específico do autor.
Hora do Conto
Grupo de contadores: incentivo de alunos e, ou professores que façam contações.
Sarau na biblioteca: momento de promover encontros de grupos de alunos e professores que queiram declamar poesias, cantar, tocar, ler, entre outras coisas na biblioteca.
Troca de correspondências entre escolas.
Edição de um livro: publicação de um livro com poesias, textos dos alunos.
Reportagens: mural com as principais notícias da semana no município/estado.
Blog da escola: organizado pelos alunos com principais notícias, eventos, projetos da escola.
domingo, 28 de março de 2010
Projetos 2010
Inicio as postagens deste ano descrevendo as funções que hoje exerço dentro do espaço escolar onde atuo. Neste ano então estou envolvida com novos projetos. Um deles é com certeza o meu estágio enquanto estudante de Pedagogia na Ufrgs, outro é ter assumido 20 horas a Biblioteca da minha escola. Como todo novo desafio encarei com todo entusiasmo e energia. Estou cheia de idéias, levando para dentro da biblioteca minha experiência de professora e desejos enquanto formadora.
As escolas, têm em geral, sua biblioteca. Mas as bibliotecas escolares são, em regra, instaladas em precárias condições. Fora que alguns alunos vão a biblioteca esporadicamente para retirar livros por empréstimo, e não por prazer, mas sim por obrigação. Não faz parte da rotina escolar a frequência à biblioteca para atividades como a leitura, o estudo individual ou em grupo. Acredito, que como mediadora, a biblioteca deve organizar a utilização de materiais, a leitura, a cooperação com a educação e com o desenvolvimento cultural da comunidade escolar e dar suporte ao sistema curricular.
Neste sentido, pretendo transformá-la em um espaço de construção, preocupada com o desenvolvimento de sujeitos críticos, pois a leitura é um instrumento que possibilita informação, reflexão, transformação e libertação do homem, já que é um local de troca de saberes, capaz de reunir os conhecimentos produzidos pela humanidade e de gerar novos processos criativos entre os membros da comunidade, mediante a leitura, a escrita, os debates, os encontros, as oficinas etc.
As escolas, têm em geral, sua biblioteca. Mas as bibliotecas escolares são, em regra, instaladas em precárias condições. Fora que alguns alunos vão a biblioteca esporadicamente para retirar livros por empréstimo, e não por prazer, mas sim por obrigação. Não faz parte da rotina escolar a frequência à biblioteca para atividades como a leitura, o estudo individual ou em grupo. Acredito, que como mediadora, a biblioteca deve organizar a utilização de materiais, a leitura, a cooperação com a educação e com o desenvolvimento cultural da comunidade escolar e dar suporte ao sistema curricular.
Neste sentido, pretendo transformá-la em um espaço de construção, preocupada com o desenvolvimento de sujeitos críticos, pois a leitura é um instrumento que possibilita informação, reflexão, transformação e libertação do homem, já que é um local de troca de saberes, capaz de reunir os conhecimentos produzidos pela humanidade e de gerar novos processos criativos entre os membros da comunidade, mediante a leitura, a escrita, os debates, os encontros, as oficinas etc.
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