A falta de condições de trabalho e a falta de preparo, sabemos que não é somente uma realidade vivenciada em turmas de EJA, o ensino público de maneira geral passa pelas mesmas dificuldades. No entanto, é muito importante ao educador saber que existe um centro (CEDI), que preocupado com a educação e escolarização popular e aceitando o desafio, ao mesmo tempo que apóia programas, sistematiza experiências e procura criar condições de avanços de conhecimentos nesta área. Desta maneira, tendo em vista as contribuições de Paulo Freire no campo da alfabetização de adultos onde, de acordo com o autor, a alfabetização é um ato de conhecimento que não deve de maneira nenhuma estar associada apenas à memorização de palavras, sílabas ou frases desconectadas da realidade e sim partir de uma palavra geradora que, tenha um profundo significado ao educando, buscou-se então repensar a prática da alfabetização buscando subsídios nas investigações de Emília Ferreiro e Ana Teberosky, que como Paulo Freire, possuem as mesmas convicções do homem enquanto sujeito da construção do seu próprio conhecimento.
De acordo com as investigações das autoras, a partir dos dados obtidos com crianças, a compreensão do código escrito, precede a entrada na escola, tanto para crianças quanto para os adultos. Desta forma deve-se na alfabetização de adultos tomar como ponto de partida o que eles sabem ao invés do que ignoram, mesmo porque a aquisição da escrita é conceitual, construída através das relações do sujeito com o meio.
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Filme "Seu nome é Jonas"
No trabalho realizado em grupo,na interdisciplina de Libras, sobre o filme "Seu nome é Jonas",concluímos que ainda nos dias atuais, não tão forte como na época do filme encontramos situações como a do menino Jonas e sua família, temos limitações para nos comunicarmos com pessoas surdas e principalmente com alunos que apresentam essa dificuldade, não recebemos preparo algum para atendermos esses alunos.Frente a tal situação pensamos primeiramente na socialização e interação desses alunos com o meio em que vivem, mas isso não é suficiente necessitamos de políticas públicas que invistam na formação de professores em Libras, nos dando condições de receber uma aluno como o Jonas e sem medo consigamos atende-lo com respeito, sem preconceito oferecendo a ele todas as condições necessárias para uma inclusão verdadeira.
Alfabetização de jovens e adultos
De acordo com a leitura da autora Regina Hara proposta na interdisciplina, os desafios de educadores que atuam na área de alfabetização de adultos são muitos, dentre eles, o que acredito ser mais importante, é a questão da motivação e a garantia de uma aprendizagem com qualidade, onde ao mesmo tempo em que ensina-se os códigos da leitura e da escrita, têm-se também o desafio de ampliar o nível de consciência destes grupos, buscando uma reflexão sobre as suas realidades e sobre o mundo em que vivem.
Não tenho experiência em EJA, porém se assegurarmos, no mínimo, uma educação de qualidade em que o nosso público alvo sinta-se motivado e instigado a aprender e a refletir sobre o que é aprendido, além de ampliar, como citei anteriormente, o nível de consciência, também estaremos garantindo, provavelmente, que os mesmos não evadam destes cursos, visto que outro desafio, na EJA é a evasão. Para estes adultos, normalmente trabalhadores, além de não ser uma prioridade a questão educacional, visto que as maiores preocupações destas pessoas são com relação à moradia, saúde, entre outras coisas, também a disponibilidade de tempo para a formação é reduzida, e quando dispõem, o cansaço torna-se um limitador significativo, e se os mesmos ainda não se sentirem motivados a frequentar uma sala de aula, as probabilidades de desistência são ainda maiores.
Não tenho experiência em EJA, porém se assegurarmos, no mínimo, uma educação de qualidade em que o nosso público alvo sinta-se motivado e instigado a aprender e a refletir sobre o que é aprendido, além de ampliar, como citei anteriormente, o nível de consciência, também estaremos garantindo, provavelmente, que os mesmos não evadam destes cursos, visto que outro desafio, na EJA é a evasão. Para estes adultos, normalmente trabalhadores, além de não ser uma prioridade a questão educacional, visto que as maiores preocupações destas pessoas são com relação à moradia, saúde, entre outras coisas, também a disponibilidade de tempo para a formação é reduzida, e quando dispõem, o cansaço torna-se um limitador significativo, e se os mesmos ainda não se sentirem motivados a frequentar uma sala de aula, as probabilidades de desistência são ainda maiores.
domingo, 13 de setembro de 2009
Conceito da EJA
A Educação de Jovens e Adultos representa uma dívida social não reparada para com os que não tiveram acesso à escrita e leitura, e nem domínio das mesmas como bens sociais, na escola ou fora dela visto que, não estar em pé de igualdade, onde o código escrito ocupa posição privilegiada é uma problemática que deve ser enfrentada, visto que o não acesso ao letramento causa danos a conquista de uma cidadania plena. Neste sentido, a reparação também deve abranger os descendentes de negros e índios, que ainda hoje sofrem as consequências de uma realidade histórica escravocrata e exploradora, representando assim, uma promessa efetiva de um caminho de desenvolvimento de todas as pessoas, de todas as idades.
domingo, 6 de setembro de 2009
Linguagem
A língua, seja falada ou escrita reflete a organização da sociedade, do mesmo modo que representa as tradições de um grupo social e evidencia traços de sua cultura. Também, tanto na linguagem oral, como na escrita, seus usos podem sofrer alterações dependendo o lugar ao qual falamos e quem nos ouve.
Neste sentido, respeitando esta diversidade, nós educadores devemos nos mobilizar no sentido de promover oportunidades de interações entre educandos, partindo de suas realidades, deixando que eles falem e também sejam ouvidos. Ao mesmo tempo, promover momentos de conversa em que haja discussão de temas, organizando espaços em que os diversos materiais escritos estejam disponíveis para consulta e apropriação por parte dos alunos. Atividades como debates, simulação de jornais falados, entrevistas, entre outras coisas em que seja necessário o uso de diferentes tipos de linguagem escrita ou oral, pode proporcionar aos nossos educandos meios de desenvolver e aplicar o uso adequado ou não adequado da linguagem nos diversos contextos.
Neste sentido, respeitando esta diversidade, nós educadores devemos nos mobilizar no sentido de promover oportunidades de interações entre educandos, partindo de suas realidades, deixando que eles falem e também sejam ouvidos. Ao mesmo tempo, promover momentos de conversa em que haja discussão de temas, organizando espaços em que os diversos materiais escritos estejam disponíveis para consulta e apropriação por parte dos alunos. Atividades como debates, simulação de jornais falados, entrevistas, entre outras coisas em que seja necessário o uso de diferentes tipos de linguagem escrita ou oral, pode proporcionar aos nossos educandos meios de desenvolver e aplicar o uso adequado ou não adequado da linguagem nos diversos contextos.
domingo, 30 de agosto de 2009
Texto: "O menininho"
A história, apesar de a primeira vista parecer-nos um tanto quanto exagerada visto as mudanças que estão ocorrendo na prática educativa da maioria dos professores, não é impossível de ainda ocorrer nas nossas salas de aula, claro que mascarada, entre quatro paredes, entre professor/ aluno, num ambiente sem testemunhas. Quantos profissionais, que se dizem “experientes”, ainda intimidam alunos, impõem suas regras e modos de aprender. Assim, a nós educadores resta, tendo um aluno que por ventura tenha vivenciado esta realidade, proporcionar meios para despertar novamente a sua capacidade de pensar de forma crítica e criativa. Neste sentido, procuro desenvolver em sala de aula dinâmicas que possam de alguma forma proporcionar aos alunos um ambiente de interação, questionamento e liberdade para observar, comparar, supor, ajudando assim a desenvolver a autonomia do pensamento e criatividade. A interação em sala de aula é um dos elementos fundamentais na prática do professor. Quando possibilitamos as mais variadas interações, direcionamos o trabalho para a autonomia dos alunos. Assim, o aluno torna-se parceiro no processo de apropriação e construção do conhecimento. Para incentivar uma aprendizagem significativa e duradoura, em minhas aulas, utilizo instrumentos como: o debate, a pergunta, a coordenação de pequenos grupos, a exposição formal e informal de idéias, o desenvolvimento da escuta, da observação, propiciando uma rede de interações, em que as diversidades do contexto de sala de aula sejam socializadas, compreendidas e transformadas.
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Inclusão
A escola compreende um espaço social privilegiado onde são socializados saberes e transmitidos valores tendo em vista a transformação da sociedade. Devido a isto, penso que um dos fatores mais importantes nesta reorganização é a formação de professores, partindo do princípio que estes são o elo de ligação entre política e sociedade, e que esta é a única forma para que respondam às demandas das “novas” tarefas da educação. Como elemento chave destes novos encaminhamentos da educação está a formação do professor para a educação especial, tendo como foco a inclusão, visto que a atual política de inclusão vem “tomando corpo” nos últimos dez anos. Para Maria Helena Michels:
“A partir desta lógica, a escola regular precisa organizar-se para receber todas as crianças cujas diferenças sejam ou não explícitas. Porém, compreendo que tais diferenças são determinadas também por questões sociais, e não específicamente por diferenças individuais.”
Porém sabe-se que a formação de professores proposta hoje, não possibilita a superação da exclusão, e sim ao contrário consolida a exclusão dos alunos das classes populares, sendo eles considerados deficientes ou não, visto que a falta de preparo dos professores é uma das causas mais relevantes do insucesso escolar dos alunos.
Neste processo, torna-se necessário o investimento de políticas públicas que visem a formação continuada, permitindo ao professor aprender a lidar com classes heterogêneas, com conteúdos curriculares adaptados e diferenciados, utilizando estratégias de ensino que atenda as necessidades específicas destes alunos.
“A partir desta lógica, a escola regular precisa organizar-se para receber todas as crianças cujas diferenças sejam ou não explícitas. Porém, compreendo que tais diferenças são determinadas também por questões sociais, e não específicamente por diferenças individuais.”
Porém sabe-se que a formação de professores proposta hoje, não possibilita a superação da exclusão, e sim ao contrário consolida a exclusão dos alunos das classes populares, sendo eles considerados deficientes ou não, visto que a falta de preparo dos professores é uma das causas mais relevantes do insucesso escolar dos alunos.
Neste processo, torna-se necessário o investimento de políticas públicas que visem a formação continuada, permitindo ao professor aprender a lidar com classes heterogêneas, com conteúdos curriculares adaptados e diferenciados, utilizando estratégias de ensino que atenda as necessidades específicas destes alunos.
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