segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Linguagem e internet

Nos estudos realizados na interdisciplina Linguagem e Educação do eixo VII, aprendemos que a língua, seja falada ou escrita reflete a organização da sociedade, do mesmo modo que representa as tradições de um grupo social e evidencia traços de sua cultura. Também, tanto na linguagem oral, como na escrita, seus usos podem sofrer alterações dependendo o lugar ao qual falamos e quem nos ouve. Se pensarmos sobre estes diferentes tipos de usos da linguagem e a internet perceberemos que uma nova forma de uso da linguagem surgiu, e o uso de ferramentas como o MSN exemplifica perfeitamente o novo tipo de uso coloquial da linguagem. Para o educador atento, explorar o uso da informática virtual e seus diversos tipos de linguagem pode ser um importante diferencial no que se refere a uma aprendizagem significativa que reflete a organização da sociedade contemporânea.

Comunicar-se com diversas pessoas conectadas na rede, desenvolver pesquisas através de consulta aos textos e hipertextos na internet, disponibilizar uma página pessoal criando uma identidade dentro da rede, estes são alguns dos projetos que se desenvolvem nas escolas.

O lugar que a internet vem ocupando na educação, quando orientado pelos professores e pelas professoras, é caracterizado como uma estratégia democrática de expressão para os alunos e as alunas.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Reflexão sobre o papel do professor

Pensando na minha prática e no meu papel enquanto educadora, o PEAD certamente teve um papel fundamental em cada mudança. Hoje, acredito que o professor ideal é aquele que interage com os alunos, se comunica, e se junta ao aluno na aventura que é descobrir o novo. Porém sabemos que a realidade é bem diferente, ainda temos muitos professores presos ao passado, e embora tenham cursado até mesmo as melhores faculdades, suas teorias estão longe de uma prática educativa centrada no aluno e em suas experiências. Convivo com muitos professores que passam o dia reclamando e falando o quão árduo é o dia de trabalho, que os alunos não querem aprender. Muitas vezes me pego analisando tais colegas e pensando o que será que estão fazendo ali, se desacreditam na educação e no futuro das nossas crianças. O que será que fazem para despertar o interesse do seu aluno? Será que despertam neles o gosto pelo saber?

Este é o grande desafio de cada educador hoje: despertar no aluno a curiosidade, o gosto pelo aprender. Não é ensinar respostas, é ensinar à pensar.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Eixo VI, filosofia e o conhecimento

Ainda no eixo VI, na interdisciplina de Filosofia, de acordo com os textos de Kant e Adorno, é incontestável o fato de que somente através do esclarecimento e de uma educação reflexiva é possível que o homem se torne um verdadeiro homem, capaz de saber discernir o certo do errado, o bem do mal. E que a única maneira de avançarmos contra o caráter manipulativo da sociedade atual é a autonomia, a reflexão e autodeterminação do sujeito, no sentido de compreender os acontecimentos históricos do passado e relacioná-los às consequências na sociedade de hoje criticamente. Para tanto, como diz Kant, não é suficiente treinar as crianças, é preciso que aprendam a pensar.

Assim, se corretamente utilizada, a informática educativa, pode ser excelente aliada do professor, na medida em que o seu desejo seja de tornar-se um facilitador do aprendizado, conduzindo os alunos, de forma individualizada, à busca própria do conhecimento. O quadro-negro substituído pela tela do computador, e o giz pelo mouse. O mundo real se transformaria na realidade virtual das telas do computador, abertas à exploração livre do aluno. Desta forma, a escola deixaria de ser o ambiente chato, obsoleto, ultrapassado, e assemelhar-se mais ao mundo que a criança realmente vivencia fora da escola, cercada de estímulos visuais.

Estudos sobre Piaget e a aprendizagem na informática

No eixo VI, na interdisciplina Psicologia II, os estudos sobre Piaget e suas concepções sobre o processo de aprendizagem, são certamente condizentes com o objetivo que é proposto no uso das Tics na educação, visto que a informática não se resume em um computador centralizado num laboratório da escola, com a finalidade de conectar-se à internet ou para ensinar a usar um editor de texto ou uma planilha de cálculos. A informática é aquela que vai estar presente na sala de aula, mediada pelo professor, para apresentar complemento às atividades desenvolvidas em sala de aula utilizando algum computador e softwares específicos para auxiliar as atividades de geografia, história, matemática, etc..., utilizando softwares específicos dessas disciplinas para propor ao aluno um modelo diferente de aprendizado. Modelo este que, assim como as concepções de Piaget, se constrói através da ação, a partir das relações que as crianças estabelecem com o mundo. Piaget considera que um dos objetivos principais deve ser ensinar a criança a observar os fatos cuidadosamente, perguntar, interpretar e registrar, e isto é também proporcionado pela informática educativa.

Sabendo disso, o educador deve promover atividades que possibilite aos educandos reconhecer-se como sujeito ativo e participante do processo de aprendizagem, situando-se nos diferentes espaços e tempos existentes, compreendendo as relações através da interação com o meio.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Aprendizagem e informática

Segundo Almeida (1999, p.19), apesar de estarmos num momento em que a disseminação do computador na educação atingiu larga escala, o impacto das mudanças que ele pode provocar ainda não ocorreu. O desafio ainda é o emprego do computador como ferramenta educacional com a qual o aluno interage no sentido de resolver problemas significativos. Isso pode ocorrer, por exemplo, através do uso de aplicativos como processador de texto, planilha eletrônica, gerenciador de banco de dados, ou mesmo de uma linguagem de programação que favoreça a aprendizagem ativa – isto é, que propicie ao aluno a construção de conhecimentos a partir de suas próprias ações.

A Mesa Educacional Alfabeto, objeto do meu estudo para o TCC, remete a este objetivo enquanto proposta educacional. Por meio dos softwares, é possível ensinar, aprender, simular, estimular, sob a ótica de uma aprendizagem ativa, estabelecida através da interação do aluno e as respostas do computador, promovendo a participação ativa do aluno. E ele torna-se autor e condutor do processo de aprendizagem, que pode ser compartilhada com o professor e com os demais colegas.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Novo perfil da escola

A escola atual como conhecemos está com seus dias contados. Esta instituição detentora do saber e conhecimento, centro de transmissão de cultura e formadora de conhecimento científico, terá que se transformar. Neste novo sentido de escola, deverá visar menos à memorização e mais às capacidades de analisar, inferir, prever, resolver problemas, continuar a aprender, adaptar-se às mudanças, trabalhar em equipe, intervir solidariamente na realidade. É aí que entra a “aprendizagem colaborativa” tão estudada e vivenciada por todos nós alunos do Pead. No texto “Aprendizagem colaborativa assistida por computador”, leitura sugerida pela interdisciplina Educação e Tecnologias da Informação e da Comunicação (Eixo I), entende-se que:

A aprendizagem colaborativa destaca a participação activa e a interacção, tanto dos alunos como dos professores. O conhecimento é visto como um constructo social e, por isso, o processo educativo é favorecido pela participação social em ambientes que propiciem a interacção, a colaboração e a avaliação. Pretende-se que os ambientes de aprendizagem colaborativos sejam ricos em possibilidades e propiciem o crescimento do grupo.”

Neste sentido, as redes eletrônicas permitem que a escola se abra para o mundo e dele extraia a informação, e o aluno, munido desses instrumentos, interage mais com o conhecimento e com a cultura, facilitando a tarefa do professor. Com as redes eletrônicas, o professor e o aluno passam a ser editores de suas próprias produções.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Eixo I - Tics na escola

Tendo em vista os estudos realizados durante o curso, algumas das interdisciplinas se aproximam mais do assunto ao qual estou abordando no meu TCC, uma delas foi Educação e Tecnologias da Informação e da Comunicação (Eixo I). No texto, “A integração das TIC na escola: desafios, condições e outras reflexões...”, de acordo com o autor:

“As TIC deverão ser introduzidas logo a partir do pré-escolar, tendo em conta a idade dos alunos e a sua receptividade, que constituem um trunfo. (...) Ensinar com as TIC deverá corresponder a uma prática educativa global, planeada, inserida numa ampla estratégia educativa centrada no aluno, tornando os alunos activos e criativos, renovando as formas de acesso aos conhecimentos e oferecendo novas formas de aprendizagem.”

Assim, é fato que na era da informação, onde as tecnologias sofrem alterações constantemente, a escola não poderá se mostrar indiferente e os professores precisam estar abertos para incorporar esta nova realidade e estar abertos para mudanças, desde o ingresso do aluno no ambiente escolar. Sua nova postura deverá ser de facilitadores e coordenadores do processo de ensino aprendizagem (TAJRA, 2000).