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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Frutos do PEAD

Quando penso sobre a minha prática antes e depois do curso, já não me reconheço. A Universidade, através de seus professores, contribuiu significativamente para o meu crescimento pessoal e intelectual. Ao longo deste processo consegui construir e ampliar meus conhecimentos, pondo em prática o que, no decorrer do curso, foi fundamentado teoricamente nas aulas.

Ao iniciar o PEAD existiam muitas dúvidas, não que hoje elas não existam, mas sei que, com as leituras e com a prática, algumas certezas ficaram e, entre essas encontrei segurança para afirmar que, nós professores, não fazemos milagres, mas podemos criar um ambiente informal e agradável de aprendizagem e diálogo. Muitas vezes, observo que professores, ainda hoje, associam aprendizagem a alunos quietos, comportados. E que uma aula realmente produtiva é quando todos baixam a cabeça e trabalham, sem barulho ou questionamento. Paulo Freire (2005) faz uma afirmação que expressa muito bem o quanto a ação é importante na construção do conhecimento. Segundo ele, não é no silêncio que os seres humanos se fazem, mas na palavra, no trabalho, na ação e reflexão.

Enfim, encerra-se aqui esta etapa, mas não a busca. O que sou hoje é fruto de muito estudo, dedicação e, sobretudo, disponibilidade de mudar. E a nós, educadores, cabe o compromisso de garantir a educação do aluno. Fazemos parte da história de cada um, assim como ele também faz parte da nossa história. É essa consciência que deve nos dar força para romper o preestabelecido, traçar caminhos que sejam capazes de modificar, transformar e garantir a maior participação possível

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Reflexão sobre o papel do professor

Pensando na minha prática e no meu papel enquanto educadora, o PEAD certamente teve um papel fundamental em cada mudança. Hoje, acredito que o professor ideal é aquele que interage com os alunos, se comunica, e se junta ao aluno na aventura que é descobrir o novo. Porém sabemos que a realidade é bem diferente, ainda temos muitos professores presos ao passado, e embora tenham cursado até mesmo as melhores faculdades, suas teorias estão longe de uma prática educativa centrada no aluno e em suas experiências. Convivo com muitos professores que passam o dia reclamando e falando o quão árduo é o dia de trabalho, que os alunos não querem aprender. Muitas vezes me pego analisando tais colegas e pensando o que será que estão fazendo ali, se desacreditam na educação e no futuro das nossas crianças. O que será que fazem para despertar o interesse do seu aluno? Será que despertam neles o gosto pelo saber?

Este é o grande desafio de cada educador hoje: despertar no aluno a curiosidade, o gosto pelo aprender. Não é ensinar respostas, é ensinar à pensar.