Um portfólio de aprendizagens é um instrumento de avaliação que oportuniza à alunos e professores refletir e acompanhar o processo evolutivo da aprendizagem, neste sentido, o acompanhamento por parte de professores, e o registro do aluno, são de extrema importância.
Outro aspecto importante na realização do portfólio, é o acompanhamento por parte do educando da própria aprendizagem, definindo quais trabalhos ou momentos foram mais significativos durante a caminhada, estabelecendo relações entre teoria e prática. Neste sentido, sua organização pode se dar de diversas maneiras, com relatos pessoais, experiências de aulas, trabalhos mais pontuais, pesquisas na internet, livros, jornais, etc, o importante é que lá estejam registrados suas impressões e reflexões a cerca do que foi estudado.
Ao professor, a observação sistemática do registro de seus alunos, fornece pistas sobre seus progressos e, ou dificuldades no processo de aprendizagem, indicando o quê, na continuidade do trabalho, deve ser mantido ou modificado.
Para mim, a construção do blog de aprendizagens, tem como objetivo o registro sistemático das aprendizagens obtidas ao longo do curso, desenvolvendo o hábito de reflexão e argumentação a cerca de nossa caminhada, transmitindo de maneira organizada e coerente nossas descobertas, bem como, posteriormente, agilizar o resgate destas construções a fim de realizar, ao final de cada semestre, a produção do documento propriamente dito, culminando na apresentação do workshop.
Disponível em: http://www.centrorefeducacional.com.br/portfolio.htm
sábado, 1 de agosto de 2009
Análise dos textos de Kant e Adorno
De acordo com os textos de Kant e Adorno, é incontestável o fato de que somente através do esclarecimento e de uma educação reflexiva é possível que o homem se torne um verdadeiro homem, capaz de saber discernir o certo do errado, o bem do mal. E que a única maneira de avançarmos contra o caráter manipulativo da sociedade atual é a autonomia, a reflexão e autodeterminação do sujeito, no sentido de compreender os acontecimentos históricos do passado e relacioná-los às consequências na sociedade de hoje criticamente. Para tanto, como diz Kant: “não é suficiente treinar as crianças, é preciso que aprendam a pensar.”
Também, de acordo com os autores, a única maneira de evitar-se a volta á bárbarie ou selvageria é a autonomia, a força para a reflexão, para a autodeterminação, para a não participação. Neste sentido, mais que mudanças na educação é necessário uma mudança na prática educativa, como diz Kant: “a educação é uma arte, cuja prática deve ser aperfeiçoada por várias gerações, ela é o maior e o mais árduo problema que pode ser proposto aos homens.” Assim, nós educadores temos que ter em mente a importância que a educação tem no processo de formação da consciência crítica. Somente pela educação que as pessoas serão capazes de construir a sua criticidade perante a sociedade. Consequentemente, deixarão de ser ingênuas, objeto de exploração dos poderosos e serão sujeitos do processo educativo, com consciência própria e crítica sobre a realidade. Portanto, na prática, o educador não deve só ensinar os conteúdos pré-estabelecidos, mas também ensinar aos educandos refletir sobre eles, questioná-los, tornando-se assim sujeitos de sua própria história e partícipes do processo.
Também, de acordo com os autores, a única maneira de evitar-se a volta á bárbarie ou selvageria é a autonomia, a força para a reflexão, para a autodeterminação, para a não participação. Neste sentido, mais que mudanças na educação é necessário uma mudança na prática educativa, como diz Kant: “a educação é uma arte, cuja prática deve ser aperfeiçoada por várias gerações, ela é o maior e o mais árduo problema que pode ser proposto aos homens.” Assim, nós educadores temos que ter em mente a importância que a educação tem no processo de formação da consciência crítica. Somente pela educação que as pessoas serão capazes de construir a sua criticidade perante a sociedade. Consequentemente, deixarão de ser ingênuas, objeto de exploração dos poderosos e serão sujeitos do processo educativo, com consciência própria e crítica sobre a realidade. Portanto, na prática, o educador não deve só ensinar os conteúdos pré-estabelecidos, mas também ensinar aos educandos refletir sobre eles, questioná-los, tornando-se assim sujeitos de sua própria história e partícipes do processo.
Importância da Inclusão das Questões Étnico-Raciais nos currículos das escolas no Brasil
De acordo com os estudos da interdisciplina acredito que um dos motivos que torna a inclusão das questões étnico-raciais importante e fundamental é resgatar nos nossos alunos, e até mesmo em nós, a construção da identidade cultural, a busca pela ancestralidade, percebendo-se como continuador de uma história. Somente assim, como descreve sabiamente o autor, poderemos resgatar nos nossos educandos a sua identidade, o sentido de família, de pertencimento a um grupo, valores estes que, por falta de acompanhamento familiar não possuem.
Outro motivo pelo qual se torna extremamente importante o estudo das questões étnico-raciais é a reflexão e o debate acerca das relações sociais que envolvem esta consciência étnica, compreendendo as representações de raça, classe e gênero como resultado de lutas sociais mais amplas, reconhecendo os conflitos mais amplos que formam a sociedade, para convocar a todos para uma transformação desta mesma sociedade. Nesta tarefa, nós professores somos convocados a buscar a coragem de assumir riscos por uma pedagogia crítica como uma forma de política cultural. Paulo Freire nos ensina que não existe um processo educacional neutro. A educação pode funcionar como instrumento usado para facilitar a integração da geração mais jovem na lógica do sistema atual e trazer conformidade a ela, como também pode tornar-se a “prática da liberdade” - o meio através do qual homens e mulheres lidam crítica e criativamente com a realidade e descobrem como participar da transformação de seu mundo.
Educadores e educandos podem descobrir, então, um processo transformador de formas diferenciadas de re-leitura do mundo, de resistência à opressão, de visões de criticidade que os movam a reconhecer as forças que formatam a identidade, o limite da consciência reflexiva e as estratégias opressivas implícitas na forma como o conhecimento, valores e identidades são construídos.
Outro motivo pelo qual se torna extremamente importante o estudo das questões étnico-raciais é a reflexão e o debate acerca das relações sociais que envolvem esta consciência étnica, compreendendo as representações de raça, classe e gênero como resultado de lutas sociais mais amplas, reconhecendo os conflitos mais amplos que formam a sociedade, para convocar a todos para uma transformação desta mesma sociedade. Nesta tarefa, nós professores somos convocados a buscar a coragem de assumir riscos por uma pedagogia crítica como uma forma de política cultural. Paulo Freire nos ensina que não existe um processo educacional neutro. A educação pode funcionar como instrumento usado para facilitar a integração da geração mais jovem na lógica do sistema atual e trazer conformidade a ela, como também pode tornar-se a “prática da liberdade” - o meio através do qual homens e mulheres lidam crítica e criativamente com a realidade e descobrem como participar da transformação de seu mundo.
Educadores e educandos podem descobrir, então, um processo transformador de formas diferenciadas de re-leitura do mundo, de resistência à opressão, de visões de criticidade que os movam a reconhecer as forças que formatam a identidade, o limite da consciência reflexiva e as estratégias opressivas implícitas na forma como o conhecimento, valores e identidades são construídos.
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Questões Étnico-Raciais
MOSAICO ÉTNICO
A atividade foi realizada com alunos de 5º e 6º anos. Iniciei a proposta questionando-os sobre o que entendiam sobre a palavra "étnico". Depois de muitas dúvidas, disseram que étnico vinha da palavra etnia que significava raça. Expliquei que étnico era um conjunto de caracteres próprios e exclusivos de uma pessoa que a faz reconhecer-se pertencente a um determinado povo, ao qual se liga por traços comuns de semelhança física, cultural e histórica. Em seguida questionei-os sobre as características da turma, se todos nós tínhamos as mesmas semelhanças físicas, culturais e históricas. A turma depois de debater o assunto chegou a conclusão que não, pois cada um de nós possuía características físicas e histórias diferentes. Perguntei então se o povo brasileiro, da mesma forma que a turma, também era constituído por grupos étnicos diferenciados. Disseram que sim, existem negros, brancos e índios. Propus então que a partir de recortes de revistas a turma, dividida em grupos de 5 alunos, construísse um mosaico étnico, constituído de pessoas que representassem estas diferenças. A execução foi livre e os alunos mostraram-se muito envolvidos, por vezes reclamavam dizendo que estava difícil encontrar negros ou índios nas revistas, e que a maioria das fotos eram de pessoas brancas. Questionados a respeito disseram que os brancos tinham mais chances de se tornarem artistas, e que quando achavam fotos de negros muitas vezes os artigos envolviam crimes. Índios então praticamente não existia, porque quase não se fala neles. Enfim, a execução da atividade foi muito proveitosa e terá continuidade já que os alunos propuseram trazer fotos de casa e construir um mosaico étnico da turma.
Questões Étnico-Raciais
UM MUNDO PARA TODOS
"O grande desafio da escola é investir na superação da discriminação e dar a conhecer a riqueza representada pela diversidade étnico cultural que compõe o patrimônio sociocultural brasileiro, valorizando a trajetória particular dos grupos que compõem a sociedade."(Parâmetros Curriculares Nacionais)
Um mundo para todos foi um projeto desenvolvido na minha escola no ano passado, retirado do livro: Almanaque Pedagógico Afrobrasileiro, da autora Rosa Margarida de Carvalho Rocha.
Para execução do projeto foram escolhidas as turmas de 2º e 3º ciclos (equivalente ao 5º, 6º, 7º, 8º e 9º anos do ensino de 9 anos). Estiveram envolvidos todos os professores da diversas áreas do conhecimento, numa proposta interdisciplinar, culminando numa exposição de todos os trabalhos realizados pelos alunos na Feira do Livro da nossa escola.
Segue abaixo o link para o documento contendo o projeto e os objetivos do mesmo.
domingo, 3 de maio de 2009
DESENVOLVIMENTO INFANTIL SEGUNDO PIAGET
As aprendizagens desta semana dizem respeito à teoria de Piaget e sua importância para o o entendimento da minha prática docente e planejamento pedagógico.
Para Piaget, a inteligência consiste na capacidade individual de acomodação ao meio, dessa forma, o processo cognitivo tem início nos reflexos do recém-nascido, desenvolvendo-se por estágios, até alcançar o nível adulto do raciocínio lógico. Isso ocorreria por meio de uma assimilação progressiva do meio ambiente e uma acomodação das estruturas mentais para os novos conhecimentos adquiridos do mundo em que vive.
Piaget divide o desenvolvimento em períodos de acordo com o aparecimento de novas qualidades do pensamento. É caracterizado por aquilo que de melhor o indivíduo consegue fazer nessas faixas etárias.
Desse modo, estudar o desenvolvimento humano ajuda-nos a conhecer as características comuns de cada faixa etária, permitindo reconhecer as individualidades, o que nos torna mais aptos para a observação e compreensão dos comportamentos.
Para Piaget, a inteligência consiste na capacidade individual de acomodação ao meio, dessa forma, o processo cognitivo tem início nos reflexos do recém-nascido, desenvolvendo-se por estágios, até alcançar o nível adulto do raciocínio lógico. Isso ocorreria por meio de uma assimilação progressiva do meio ambiente e uma acomodação das estruturas mentais para os novos conhecimentos adquiridos do mundo em que vive.
Piaget divide o desenvolvimento em períodos de acordo com o aparecimento de novas qualidades do pensamento. É caracterizado por aquilo que de melhor o indivíduo consegue fazer nessas faixas etárias.
Desse modo, estudar o desenvolvimento humano ajuda-nos a conhecer as características comuns de cada faixa etária, permitindo reconhecer as individualidades, o que nos torna mais aptos para a observação e compreensão dos comportamentos.
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